Se fosse o caso de auferir na balança o que mais gerou revolta àqueles que fazem o Sousa Esporte Clube se a derrota para o Serra Branca ou o comportamento nada recomendável de parte da torcida da equipe da casa, certamente diretores, comissão técnica e jogadores, atestariam os atos hostis.
Porque se diante uma partida de futebol o resultado, enquanto derrota e vitória, acarreta lições de vida dentro e fora de campo, as agressões verbais e até físicas geram uma nota destoada do real sentido da prática do futebol; fazer associar, interagir, agregar e respeitar a todos indistintamente.
Na nota abaixo, o Sousa enquanto prima pela manutenção do espírito esportivo dentro e fora de sua casa, lamenta que de tal sentimento nobre não tenha comungado a equipe mandante que não teria esboçado nenhuma reação a tamanha truculência contra o Sousa oriunda das arquibancadas.

Nota Oficial
O Sousa Esporte Clube vem a público manifestar seu mais veemente repúdio aos graves incidentes ocorridos no último dia 21 de janeiro, no Estádio Amigão, em Campina Grande, durante a partida contra o Serra Branca.
Na referida ocasião, membros da direção do Sousa Esporte Clube foram hostilizados e agredidos por indivíduos ligados a familiares de jogadores da equipe adversária, os quais ainda não foram oficialmente identificados. Ressaltamos que não houve garantia mínima de segurança, nem mesmo nas áreas restritas à delegação, dirigentes e atletas, configurando grave falha na organização do evento.
É dever do clube mandante assegurar a integridade física e moral de todos os envolvidos no espetáculo esportivo. Tal obrigação está expressamente prevista no Estatuto do Torcedor (Lei nº 10.671/2003), em especial no artigo 13-A, que atribui ao mandante a responsabilidade pela segurança do evento antes, durante e após a partida, bem como no artigo 19, que estabelece a responsabilidade objetiva pelos danos decorrentes da falha na prestação desse dever.
Os fatos registrados tiveram repercussão em âmbito nacional, expondo negativamente o futebol paraibano e causando profunda vergonha esportiva. É absolutamente inaceitável que o bicampeão paraibano seja tratado dessa forma dentro do próprio Estado, em um ambiente que deveria primar pelo respeito, organização e espírito esportivo.
O Sousa Esporte Clube informa que já está adotando todas as providências cabíveis para a devida identificação dos envolvidos, bem como para a formal representação dos mesmos junto aos órgãos competentes e às entidades que regem o futebol, a fim de que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados e para que episódios dessa natureza não voltem a se repetir.
O futebol deve ser palco de disputa leal, paixão e celebração — nunca de violência, intimidação ou omissão.
Sousa-PB, 22 de Janeiro de 2026.



