É bem verdade que o processo eleitoral vigente é de âmbito estadual e federal, mas, em Sousa há uma particularidade. Boa parte dos eleitores se comporta como se estivesse participando de uma eleição municipal.
Isso se dá porque os protagonistas da política sousense, velhos conhecidos de disputas eleitorais locais, são os mesmos atores de agora com a diferença que de momento uns defendem mandatos à Assembleia da Paraíba e outros ao Congresso Nacional.

Porém, nada impede que eleitores ao declararem apoio político hoje acabem por resgatar as rivalidades entre os grupos de oposição e situação observadas, por exemplo, na eleição municipal de 2024.

É o caso do apoio declarado de três históricos eleitores do grupo Gadelha. No caso, Marcos Caiçara, Neguinho da Cagepa e Françuar que hipotecaram apoio à pré-candidatura de deputado estadual de Lindolfo Pires. Estes que independente de qual eleição seguiam cegamente as ordens da “Casa Grande de Zé Gadelha”. E a determinação cumprida de forma fiel era abraçar as candidaturas ligadas ao grupo. Em qualquer circunstância, para perder ou vencer, doa em quem doer.

O que se ver, no entanto, é uma quebra de paradigma. Ou, das correntes fincadas nas entranhas da Casa Grande por anos a fio. Embora, o grupo Gadelha defenda a pré-candidatura à Assembleia da Paraíba de Lafayette Gadelha, os três deixaram mais do que evidente que a melhor opção é Lindolfo Pires – militante da situação de Sousa. Este que em 2024 estava confrontando o candidato a prefeito da oposição (Gilbertão) que recebia o apoio de Lafayette, Marcos, Neguinho e Françuar.

Há ainda um detalhe. À medida que Marcos Caiçara, Neguinho da Cagepa e Françuar, votam em Lindolfo na estadual, não largaram a mão de André Gadelha. Estão com ele para o Senado. Assim fica claro que ou André abençoou a mudança de postura dos três, ou lavou as mãos. O que leva a crer que, numa ou nas duas condições, André também mudou. Ou seja, quebrou as correntes da Casa Grande. Quem do grupo Gadelha será o próximo a prestar apoio a Lindolfo?



