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“O Homem do Rio”

(Por Valdeci Filho)

E assim se vai mais uma de nossas referências.

Recebi de meu amigo Rubinho a notícia que Robson havia sofrido um infarto.

No peito onde carregou tanto amor na vida e pela vida Robson ou o “Homem do rio”, escreveu sua história.

Esse mesmo peito que lhe guarda o coração, parou.

Poeta por amor, pelo mesmo amor foi guardião da natureza.

Lembro bem quando em uma de nossas conversas por surpresa emoção fui pego quando me afirmou que meu pai Valdeci do Lojão constava ali em uma de suas várias histórias.

Comprei o exemplar. E me emocionei.

Robson viveu como quis, se por amor ou coragem, mas viveu e era feliz do seu jeito.

Um homem abnegado, resiliente e forjado numa intensa e infinita luta na preservação do Vale dos Dinossauros, local onde vivia.

A natureza e a poesia juntas fizeram dele a sua melhor biografia. Arrisco a dizer que de tanto estar, passou a ser.

Não estava defendendo a natureza e a poesia. Ele era a natureza e a poesia.

Robson Marques faleceu aos 77 anos de infarto na cidade de Mossoró/RN. Era tido como o protetor do Vale dos Dinossauros de Sousa/PB

Me arrisco ainda a fazer uma homenagem em poesia, minhas últimas palavras.

“O homem do rio de história de luta e de glória.

Se despede da natureza, de tanta beleza e de tanta memória.

Escreveu poesia e vivia na natureza e que por tanta beleza fora seu maior feito.

A natureza hoje se despede do seu guardião, com dor peito que parou seu coração.

Mas, que fique bem dito e avisado que seu legado vai ficar escrito.

Seja na natureza ou no seu cordel, partiu pro céu onde será guardião do infinito!”.

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