blogjucelioalmeida@gmail.com

George Floyd brasileiro. Homem negro é espancado até a morte dentro do Carrefour

George Floyd brasileiro. Homem negro é espancado até a morte dentro do Carrefour
Homem negro é espancado até a morte em supermercado Carrefour em Porto  Alegre | Poder360
Um policial e um segurança agrediram até matar um homem negro dentro do supermercado Carrefour por conta de um desentendimento no caixa

Um homem negro de 40 anos morreu na noite de ontem após ser agredido no supermercado Carrefour, na zona Norte de Porto Alegre, às vésperas do feriado da Consciência Negra. A vítima, identificada como João Alberto Silveira Freitas, teria discutido com a caixa do estabelecimento e foi conduzido pelo segurança da loja até o estacionamento, no andar inferior. Um cliente, policial militar temporário, acompanhou o deslocamento ao lado de uma funcionária do mercado.

João Alberto ainda teria pedido socorro à esposa

Durante o percurso, Freitas teria desferido um soco contra o PM, segundo afirmou a funcionária em depoimento à polícia. “A partir disso começou tumulto, e os dois agrediram ele na tentativa de contê-lo. Eles (o PM e o segurança) chegaram a subir em cima do corpo dele, colocaram perna no pescoço ou no tórax”, observou o delegado plantonista Leandro Bodoia. A cena lembra o que aconteceu com George Floyd, que morreu sufocado nos Estados Unidos ao ser contido por policiais.

Vídeos que mostram o espancamento e a tentativa de socorristas de salvarem o homem circulam nas redes sociais desde a noite desta quinta-feira (19). Na gravação, Freitas recebe de um dos homens vários socos na região do rosto, enquanto o outro tenta segurá-lo. Uma mulher que estava usando proteção facial é vista perto deles, assistindo às agressões. Funcionários do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegaram a se deslocar até o local, fizeram massagem cardíaca, mas ele acabou não resistindo.

Ainda não se sabe a causa da morte de Freitas, o que deve ser apontado em laudo pericial. A esposa dele o acompanhava e já foi ouvida, mas disse que não presenciou as agressões. A mulher relatou que estava longe dele quando houve o desentendimento no caixa. “Ele (Freitas) chegou a fazer sinal para ela, mas achou que era brincadeira, nada de mais”, observa o delegado.

O PM temporário e o segurança foram levados à delegacia, mas permaneceram em silêncio durante depoimentos. Os dois estavam acompanhados de uma advogada.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *