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Justiça proíbe setor privado de comprar vacinas sem doar ao SUS. A Unifacisa teria agendado 15 mil doses

Justiça proíbe setor privado de comprar vacinas sem doar ao SUS. A Unifacisa teria agendado 15 mil doses
A pedido da Advocacia Geral da União (AGU), o TRF 1 de Brasília, anulou as decisões de primeira instância que autorizavam o setor privado a comprar vacinas sem doar ao SUS

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), com sede em Brasília, suspendeu nesta quarta-feira (7) decisões judiciais de primeira instância que autorizaram entidades a importar vacinas contra a Covid sem a obrigação de doação integral para a União.

Ao tomar a decisão, o presidente do TRF-1, Ítalo Fioravanti Mendes, atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). O órgão questionou a decisão da Justiça Federal em Brasília que autorizou a compra por algumas entidades sem a doação.

Unifacisa

A Unifacisa, Universidade de Campina Grande, Paraíba, instituição privada de ensino superior, teria agendado a importação de 15 mil doses para vacinação dos seus alunos, professores e servidores. A instituição teria sido beneficiada com uma decisão da Justiça Federal.

Legislação atual

A legislação atual prevê que empresas podem comprar doses, mas devem doar o lote integralmente ao Sistema Único de Saúde (SUS) até que o governo vacine os grupos prioritários. Juízes, contudo, têm autorizado a importação sem exigência da doação.

Argumentos da AGU

Ao TRF-1, a AGU afirmou que as decisões tomadas até então modificam o plano estabelecido pelo Ministério da Saúde para o enfrentamento da pandemia, o que pode provocar um caos na política pública de vacinação organizada.

A AGU argumentou ainda que a dispensa da doação:

  • fere o princípio da igualdade, comprometendo o objetivo do plano nacional de vacinação de concentrar todos os esforços para a imunização de todas as pessoas inseridas no grupo prioritário;
  • viola a equidade e a universalidade no acesso à vacina;
  • prejudica a coordenação do plano, uma vez que não será possível que os órgãos competentes acompanhem e fiscalizem o processo de vacinação a ser levado a efeito pelas entidades de classe.

 A decisão do tribunal

O presidente do TRF-1 entendeu que não cabe ao Poder Judiciário interferir em política pública quando não houver claro indício de ilegalidade na medida.

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