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Quase 50 anos depois Dário Formiga conta a história de sua polêmica eleição para presidente da Câmara de Sousa: “Nunca houve cheque no bolso do paletó não” diz Dário

Quase 50 anos depois Dário Formiga conta a história de sua polêmica eleição para presidente da Câmara de Sousa: “Nunca houve cheque no bolso do paletó não” diz Dário
Aos 85 anos, o ex-vereador Dário Formiga recebeu homenagens do Progresso Agora, nesta terça, 24 (Foto: Raimundo Vieira)

Prestou entrevista ao programa Progresso Agora, da 103,5 FM, nesta terça-feira, 24, o ex-vereador Dário Formiga no auge dos seus 85 anos. Bem disposto e com uma memória de garoto, Dário voltou no tempo para narrar parte de sua história registrada em quase 50 anos de vida pública. Presente também estava o vereador Denis Formiga, filho de Dário.

Entre os vários capítulos de uma vida voltada aos mais diversos encargos públicos (vereador, presidente de Câmara e secretário municipal) um Dário Formiga fez questão de publicar: “até pra evitar um mal entendido que já dura muitos anos essa conversa”, disse ele.

A história de como Dário Formiga chegou a presidência da Câmara Municipal de Sousa logo na sua primeira investida ao cargo de vereador em 1972, segundo ele não tem nada a ver com ‘um tal cheque esquecido no bolso do paletó’. “Nunca houve isso”, disse Darão, para os mais íntimos.

Essa história de um cheque de Zé Gadelha no bolso do seu paletó às vésperas da eleição para presidente da Câmara de Sousa em 1972, procede?

“Não! Nunca existiu isso não. A verdade é que Mariz (Antônio Mariz) chega pra mim lá na casa de Salatiel Fontes e diz: ‘_ Dário, por conta de um compromisso com Luiz Oliveira o presidente da Câmara será Antônio Adelino!’.

À direita e ao centro, Dário Formiga no estúdio da Progresso FM, Sousa/PB (Foto: Raimundo Vieira)

E você, respondeu o que?

“Não aceitei e disse que estaria indo conversar naquela hora com Zé Gadelha. Quando chego na casa de Zé Gadelha, tava ele deitado numa rede e foi logo me perguntando. ‘_Dário, já é briga?’. Eu disse, é deputado.

E como foi a conversa?

“Contei a história e disse que queria um acordo com ele. Eu seria presidente com o seu apoio e ele indicaria os vereadores para o restante dos cargos da Mesa. Zé topou na hora. O acordo foi esse, não teve essa história de cheque no paletó não”.

Se elegeu presidente? O acordo foi mantido?

“Ficou tão certo que Zé Gadelha no mesmo dia mandou seu Valmir Ferreira (pai do vereador Aldeone Abrantes) comprar uma carrada de bomba já pra comemorar. No outro dia, cheguei na Câmara lá tava Mariz, Luiz Oliveira, Nias e o prefeito Gilberto Sarmento e foram logo me perguntando: ‘_Dário vai voltar atrás?’ Então, eu respondi: ‘_É irreversível! Zé Gadelha já vem ai com uma multidão me prestar apoio. E fui presidente da Câmara de Sousa. Mas, sem essa história de cheque no paletó”.